The Lion King: Mas que tipo de rei era Mufasa afinal?

Alerta: aviso desde já, esse post tem o poder de destruir infâncias completamente. Se a grande razão da sua infância ter sido boa foram as memórias que tem desse clássico Disney sobre amadurecimento, leões e Hakuna Matata, é recomendável pelo bem dessas memórias que você não prossiga.

RightIntheChildhood

Com isso tendo sido dito: The Lion King é o 32º Clássico da Disney, que entre os anos de 1994 e 2003 foi considerada a maior bilheteria animada do cinema, até ser superada por Finding Nemo. Marco de toda uma década e ícone máximo daquilo que é chamado de Renascença da Disney. Chamou a atenção por ter feito toda uma geração de crianças chorarem compulsivamente enquanto assistiam, e por ter feito essa mesma geração decorar uma música sobre esquecer seus problemas.

Quase dispensa um texto sobre o filme. Todo mundo tem ele decorado. E lembram também de seus grandes personagens: Simba, o príncipe em duvida entre viver uma vida de prazeres ou de responsabilidades; Scar, corrompido pela inveja e cego pelo poder; Rafiki, sábio e ligeiramente louco, capaz de guiar as pessoas no caminho correto; Mufasa o rei cuzão que causou tudo.

Pera… o quê? Não! O Mufasa era o rei brother! Governou a savana com responsabilidade sendo guiado pelos reis do passado e instruiu Simba a ser fodão como ele, não foi isso?

Bem, de certa forma sim, se concordarmos com a visão escrota que o filme passa do que é ser um bom rei. Pessoalmente, só consigo ver no reino de Mufasa um acúmulo de atitudes escrotas em contagem regressiva para se voltarem contra ele. Mas para isso teríamos que ir ao filme.

O filme começa com o número musical The Circle of Life, onde todos os animais do reino, sem exceção, do menor ao maior, por água, por terra e pelos céus, vão até a Pride Rock (Pedra do Reino na versão da nossa infância) para ver o anúncio do filho do rei, o príncipe Simba. Mesmo o rei sendo um leão e quase todos esses súditos que foram na cerimônia serem comida de leão, não fez diferença alguma, eles acompanharam todo o ritual de batismo e se curvaram ao rei demonstrando seu respeito. Todos os animais.

SeCurvando

Exceto um.

Scar. Irmão de Mufasa. Ele não foi à cerimônia e preferiu ficar na sua caverna isolada caçando ratos para comer.

ScareRato

Ei, espera aí. É isso mesmo? O irmão do rei não mora na Pride Rock com o rei? Mora numa caverna sabe-se lá onde e caça ratos como almoço como se fosse de uma espécie domesticada 30 vezes menor? Que tipo de vida o Scar leva?

Não importa, pois o rei veio tirar satisfação. Como assim o tio do príncipe não era o primeiro na fila? “Ah, eu era o primeiro na fila, até a bola de pelos nascer.” Scar tinha inveja de Mufasa. Uma inveja corrosiva do poder que o irmão tinha, e estava puto de saber que agora ele não era mais o herdeiro ao trono.

MufasaeScar

E temos o Zazu. Zazu é um notório pau-no-cu que não perde a chance de por Scar para baixo e de lembrá-lo de como Mufasa venceu na vida e ele não meramente pelo fator ordem de nascimento. Zazu sabe que Scar não pode fazer nada contra ele, pois ele sempre pode correr para trás de Mufasa. Um merdinha que sugere que Mufasa faça Scar de tapete para bater quando entra em casa e depois bater nele de novo. Mufasa ri da ideia.

Um tosco insignificante fazendo bullying num coitado pois sabe que tem a proteção do rei.
Um tosco insignificante fazendo bullying num coitado pois sabe que tem a proteção do rei.

A reunião termina com Scar insinuando uma ameaça a Mufasa. Esse ficou puto com a ameaça, mas Scar falou pro irmão relaxar, pois embora ele tenha herdado toda a inteligência dos leões, foi Mufasa que herdou toda a força bruta.

Já repararam no quanto Scar é muito mais magro do que Mufasa. Bom sinal do tipo diferente de vida que os dois levam embora sejam da mesma linhagem.
Já repararam no quanto Scar é muito mais magro do que Mufasa. Bom sinal do tipo diferente de vida que os dois levam embora sejam da mesma linhagem.

Algum tempo se passa e Simba agora é um molecão. Que acorda Mufasa, pois é o dia dele aprender sobre o reino. E Mufasa mostra pro Simba tudo que significa ser o rei. Ser o rei significa proteger o Ciclo da Vida e entender a importância e o equilíbrio de todas as espécies de animais no mundo. Desde a pequena formiga ao grande antílope. “Mas pai, nós não comemos o antílope?”, Simba questiona, notando logo de cara como todo o sistema faz pouco sentido, mas Mufasa dá um migué: “Sim Simba, mas deixa eu te explicar. Quando você morre seu corpo vira grama, e os antílopes comem a grama. Então estamos todos conectados”.

Um bom exemplo do quão harmônico e justo para todas as espécies é o precioso ciclo da vida.
Um bom exemplo do quão harmônico e justo para todas as espécies é o precioso ciclo da vida.

Só que o antílope não mata o leão para este virar grama. Ele precisa dar sorte para isso acontecer naturalmente. O cara vai lá, mata um antílope e fala pra família da vítima “relaxa, tá de boa, quando eu morrer de velho em uma década eu vou virar um punhado de grama e vocês podem comer”.

Explicando pro Simba porque que é de boa ele matar e comer os súditos, ele ensina o filho a caçar, usando seu puxa-saco de plantão Zazu como alvo. Mufasa força Zazu a ficar em posição humilhante. Simba dá o bote em Zazu e Mufasa ri, uma maneira saudável de mostrar a hierarquia entre um rei e o conselheiro da corte.

Mufasa Zazu

Mufasa também explica que tudo que o sol toca é o reino deles, e, como o bom Predador Apex que é, não tem nada na vista dele que não seja sua terra. E Simba pergunta “e aquela área sem sol ali?”. Ah, ali que está o ponto. Ali é o Cemitério de Elefantes, única área do reino que não pertence a Mufasa. Lá estão as hienas.

Esse buraco no canto da imagem é o único pedaço de terra no campo de visão de Simba que não é de Mufasa.
Esse buraco no canto da imagem é o único pedaço de terra no campo de visão de Simba que não é de Mufasa.

Sabe o discurso de “todos conectados” e de “desde a formiga até o antílope” e de “proteger todas as espécies para proteger o ciclo da vida”? Bom, nada disso se aplica as hienas, as hienas não são gente e portanto não fazem parte do reino, elas são isoladas ao cemitério de elefante para não parasitar nos recursos que os leões de bem estão consumindo.

O Cemitério de Elefantes é uma área sem luz, e portanto sem vegetação; e sem vida, e portanto sem carne. Onde as hienas têm pouca condição de viver. E elas guardam rancor disso? De não terem direito a comida enquanto todos os outros animais têm, e isso foi determinado pela espécie em que nasceram. Elas estão meio putas com os leões.

Hienas

E Scar que não é burro, manipula Simba para ir invadir o Cemitério de Elefantes, e provar que é corajoso de sair da área do reino. Que tio mais canalha. E Simba faz justamente isso, vai se meter a besta de invadir a maior quebrada da savana e ainda leva sua amiguinha Nala.

Nala é a única outra filhote do reino além de Simba, então naturalmente eles não são somente amigos, como são noivos, algo fato que não agrada muito os dois, mas eles são bons amigos então meramente não pensam muito no assunto.

Simba, Nala e suas respectivas mães.
Simba, Nala e suas respectivas mães.

A Pride Rock tem uma população de leões que consiste de inúmeras fêmeas, um número incontável de fêmeas e dois machos. Mufasa, o rei; e Scar, que vive na caverna longe das leoas. Por isso muitos deduziram no passado que Nala e Simba são irmãos na verdade, ou no máximo primos, mas provavelmente irmãos.

Até porque se espera que o líder de um grupo de leoas seja quem engravida todas as fêmeas na natureza, não que um filme com animais falantes e inteligentes seja obrigado a seguir as leis da natureza, mas não tem outra opção nesse caso. Possivelmente Mufasa pegou todas as leoas do grupo, não só a esposa.

O que é bizarro se pensarmos muito, não vamos encarar esse assunto de frente. Foquemos-nos no que importa. Em Nala e Simba indo juntos se meter a besta no Cemitério de Elefantes. E encontrando as hienas.

Parece um lugar bom de se viver? Não mesmo.
Parece um lugar bom de se viver? Não mesmo.

As hienas comentam com Simba como elas desprezam quem vem do reino de Mufasa, e que agora eles estão no território delas e podem fazer o que quiser. Elas quase matam Simba e Nala com a intenção de devorá-los, mas o que acontece, eles são salvos por Mufasa.

MufasaeHienas

Mufasa fora de sua jurisdição real, ameaça de morte o bando de subanimal com quem ele está lidando, manda elas embora e leva Simba de volta pra casa, puto que o filho foi se meter a fazer merda onde ele foi ensinado a não ir e ainda envolveu a irmã amiga no perigo por babaquice.

Mufasa ensina uma lição importante para Simba. Que as estrelas são os grandes reis do passado o observando, e que um dia ele será uma dessas estrelas e Simba será o rei, e ele fala que Simba sempre poderá pedir a ajuda deles, Mufasa incluso.

Estrelas

Sim, pois todos os corpos celestes são na verdade os ancestrais do Mufasa, o direito dele ao trono é uma força divina e o fato de que quando o pai dele morreu ele virou uma estrela e quando o antílope morrer ele não vai virar nada é a prova viva disso.

Enquanto isso as hienas estão mal. Elas perderam a chance de almoçar aquele dia e estão putas com Mufasa. Com ódio com a maneira como ele as trata. Elas recebem então a visita de seu velho amigo Scar. Elas todas acham Scar o cara, elas odeiam leões, mas Scar, Scar é um deles. Ele é excluído também, e o melhor, o Scar trás comida para elas. Assim elas não morrem de fome.

ScarZebra

Scar tem o apoio das hienas, pois ele as trata com comida e atenção, e elas o vêm como um igual. Então quando ele começa a soltar uns papos estranhos de golpe de estado e de elas ajudarem ele a assassinar Mufasa e Simba, elas topam. Até porque elas odeiam Mufasa.

HienasMarcha

E então o plano é posto em prática. As hienas mexem um ou outro pauzinho no efeito dominó e em pouco tempo elas conseguem aquilo que mata qualquer rei.

O POVO VAI ÀS RUAS!!!!

EstourodaManada

Ok, brincadeiras a parte, esse estouro da manada sempre me deixa confuso. Todos os animais do filme são inteligentes e racionais e ai do nada surge esse bando de besta correndo de maneira tão instintiva que nem notam que o rei está no meio do caminho. Sempre estranhei, mas não é bizarro o suficiente para comprometer o filme nem para comprometer a obra-prima que é essa cena.

Mufasa escapa da manada por pouco e encontra Scar. Ele implora ao irmão para ajudá-lo a escapar. O que mostra uma inocência imensa por parte do monarca. Ele já foi abertamente desprezado e ameaçado pelo irmão, e sempre resolveu esse conflito se impondo fisicamente com rugidos e lembretes de que ele é o mais forte. Agora, pendurado num penhasco, impotente, ele realmente espera que Scar se sinta tentado a ajudar Mufasa para depois voltar a sua caverna comer ratos?

MufasaImplora

FUCK YOU MUFASA!!!

LongLivetheKing

E o rei está morto!

MufasaMorre

E agora Simba acredita que a culpa é dele. Pois Scar convence-o de que o estouro da manada foi provocado por um rugido dele. E Scar convence Simba a se auto-exilar na vergonha de ter matado o próprio pai. Exatamente que nem Édipo fez na tragédia grega.

OReiEstáMorto

Simba não tem cara de voltar para a Pride Rock após matar cometer regicídio e parricídio ao mesmo tempo. Então ele corre até ser encontrado com Timon e Pumba. Dois vagabundos hedonistas que vão criar Simba.

EncontrandoSimba

Mas antes vamos analisar bem o funeral de Mufasa. Só as leoas foram no funeral? Cadê aquele bando de comida de leão que se curvou ao Simba agora? Ah, não tem tanto respeito agora que o rei não pode mais te matar né? Ninguém que não era amigo pessoal de Mufasa ou fêmea dele foi no enterro. Isso mostra o amor de seus súditos.

Porra, sério, meu funeral vai ter mais gente que esse, e eu não sou rei de uma nação.
Porra, sério, meu funeral vai ter mais gente que esse, e eu não sou rei de uma nação.

Durante o funeral, Scar toma posse do trono e anuncia sua nova política social. Que envolve hienas ocupando as terras onde o sol toca, e tendo tanto direito a comida e água quanto qualquer outro animal, sem discriminação por espécie.

ScareHienas

E os leões não gostam muito da ideia.

Enquanto isso, Simba foi adotado por Timon, um suricate; e Pumba, um javali, e eles ensinar a Simba a filosofia do Hakuna Matata, que significa “viver sem problemas”, uma vida só de prazeres, e nenhuma preocupação. Uma vida que consiste em fingir que o passado nunca rolou e jamais se preocupar com o futuro, e querer só estar numa boa comendo insetos, deitando na rede, e vivendo uma vida largada. O que nos nossos termos poderia ser interpretado como “foi morar com uns hippies vagabundos maconheiros no meio do mato que jamais trabalharam na vida”.

HakunaMatata

Fora isso, eu acho extremamente positivo o filme mostrar dois homens criando Simba e isso ter poucas repercussões negativas. Não acho que Timon e Pumba eram gays nem nada do tipo, mas ainda sim, muita gente desmerece a ideia de que uma criança possa crescer em uma família sem um pai e uma mãe, e Simba notavelmente teve dois pais (três com o Mufasa).

Porém, enquanto Simba cresceu o reino foi destruído. Por que? Primeiro porque as hienas, ao começarem a caçar por comida e beber água, acabaram com toda a comida e água do reino, pois não tinha para todo mundo. Então ao garantir que os animais da periferia possam comer como os da Pride Rock, ele desequilibrou a pirâmide social e agora ninguém tem comida. Essa é a mensagem central do filme, as pessoas excluídas socialmente não podem ser incluídas ou vão roubar os direitos básicos dos bem posicionados. E ao tentar garantir que todos comessem em seu reino, Scar acabou com a comida e a água.

ScareZazu

O segundo problema, é que Scar se recusa a admitir que a comida e a água acabaram por culpa dele, oscilando ou entre negar que o reino está sem comida e água ou em falar que esse assunto não era uma responsabilidade dele, em primeiro lugar, e que ele não pode fazer nada quanto à natureza.

E o reino está na merda. Precisando urgentemente de alguém que volte a por os fodidos em seu devido lugar para melhorar.

E onde está o herdeiro legitimo?

Numa competição de arrotos!

CompeticaodeArrotos

Simba, Timon e Pumba estão olhando as estrelas e se perguntando o que elas são. Timon palpita que elas são vagalumes, que foram pro céu. Pumba palpita que devem ser bolas gás que explodiram milhões de quilômetros dali. E Simba fala que ele acredita que as estrelas são os reis do passado olhando por ele.

No nosso mundo a teoria de Pumba é a mais plausível. Porém como nós já sabemos quem está certo é o Timon. Independente de qual dos dois está mais certo, quem está errado é o Simba que acha que o cosmos gira em torno da linhagem sanguínea dele, e Timon e Pumba zoam o filho pela sua teoria furada, e Simba envergonhado fala que não acredita muito nisso não.

Mas a vida do trio vai se agitar quando Pumba é quase devorado por uma leoa exilada, e quando Simba protege o companheiro, ele vê que a leoa é sua irmã velha amiga de infância, Nala.

TimonSimbaNala

Aliás, originalmente a ideia é que Scar a tivesse expulso do reino quando ela se recusou a ser a mãe dos herdeiros dele. Essa cena foi cortada, o que faz algum sentido, pois ela soa super pesada com esse rei cometendo assédio sexual. Então o filme nunca explica porque ela foi tão longe das terras do reino.

Simba fica feliz de reencontrar a amiga, a apresenta aos seus pais, e eles passam o dia inteiro junto pondo o papo em dia.

E com ponto o papo em dia eu me refiro a Simba nunca mencionando que ele acredita que matou o próprio pai e se auto-exilou, e Nala nunca mencionando que as politicas sociais de Scar destruíram todo o reino e estão todos morrendo de fome.

Molhados

Ou seja eles conversaram bem pouco.

Amizade

Mas ai uma coisa levou a outra e…

Romance

Eles se pegam.

Uma curiosidade é que a Disney já confirmou que essa é uma cena de sexo oficial. Ou seja, Simba e Nala são os únicos personagens da Disney a transarem ao longo de um filme Disney.

Esse olhar!
Esse olhar!

Viu, Outra semelhança com Édipo.

Mas depois do sexo, Nala resolveu falar pro irmão amante que ele devia voltar pro reino e destronar Scar para poder colocar o ciclo da vida de volta em funcionamento e garantir que a pirâmide alimentar volte a operar como conhecemos, com os Leões no topo absoluto. Simba responde que esse problema não é mais dele e sim do Scar e que ele não pode voltar jamais; que ele quer viver a vida dele numa rede comento insetos sem responsabilidade nenhuma.

NalaeSimba

Nala fica puta de ver que Simba virou um cuzão que não quer nada da vida e eles brigam, com Nala falando que ele devia ser mais que nem Mufasa.

E Simba fica puto e vai ficar sozinho para remoer o quanto ele acha que Nala está errada e que ele tem mais é que ficar de boa e deixar Scar estragar tudo. Até que ele encontra Rafiki. Um babuíno que era um amigo de Mufasa e um sábio conselheiro do rei. Rafiki explica para Simba que Mufasa ainda está vivo. Ele mostra para Simba onde Mufasa vive.

Reflexo

E mostra um espelho para Simba. Pois Mufasa vive dentro de Simba. Está no sangue de Simba tudo que marcou Mufasa como rei, e por isso ele pode voltar e largar sua vagabundagem e curar o reino.

E então Simba nota o fantasma de Mufasa nos céus falando a mesma coisa. Mufasa fala que Simba esqueceu de quem é, e esqueceu de quem o pai foi, e que é o dever dele seguir os passos do pai e herdar o negócio da família. Ele deve tomar seu posto no ciclo da vida. O topo!

MufasaFantasma

Agora que Simba percebeu que seu dever é voltar pro reino e se assumir como rei.

E o filho da puta sequer avisa Timon, Pumba ou Nala que ficam perdidos no meio do mato se perguntando onde está Simba. Rafiki explica pros três que “O rei retornou.” Nala resume os problemas pessoais de Simba para Timon e Pumba e eles entendem o que estava rolando com o filho.

TimonPumbaNala

E resolvem se juntar a ele. Pois “Se é importante pro Simba, é importante para a gente.”

ProntosparaSalvaroReino

Simba chega ao reino e vê o estado deplorável que o império se tornou. Seco e sem vida. Agora é hora da reconquista.

PrideRock

Simba retorna, e a primeiro momento ele é confundido com Mufasa revivido, mas logo eles percebem que se trata de Simba, e Scar fica com medo do que Simba pode fazer com ele. Scar sendo um calhorda como ele é, avisa que ele não pode ceder o trono, pois as hienas acreditam que ele é o rei legitimo. Nala e as leoas falam que elas não reconhecem Scar como rei então foda-se o que as hienas pensam.

Scar então usa de seus truques sujos e conta para as leoas que foi Simba quem matou Mufasa, e como Simba acredita nisso, ele não nega. As leoas ficam em choque vendo Scar sentenciar Simba por regicídio.

Condenacao

Mas Scar é um vilão. E a regra do vilão exige que ele seja imbecil quando está quase conseguindo o que quer. Então prestes a matar Simba com nenhum dos aliados de Simba movendo uma palha para salvá-lo, ele confessa para Simba sadicamente que foi ele quem matou Mufasa.

E Simba o pega pelo pescoço e o força a confessar isso para as leoas.

Pelopescoco

E agora todas as leoas vão ajudar Simba, agora que elas sabem que ele é inocente.

Começa a guerra entre leoas e hienas.

LeoaBrigando

Simba então encurrala Scar e disposto a matá-lo, e Scar covarde como é novamente culpa as hienas, ele fala que elas o coagiram a matar Mufasa e que o plano é todo delas, e ele um mero peão.

Simba caga para essa desculpa esfarrapada e joga Scar de um penhasco, onde as hienas matam Scar por ter jogado a culpa nelas covardemente.

ScarLinchado

Com Scar morto instantaneamente, Simba se coroa como o Rei e é apoiado por toda a meia dúzia de leoas que participaram da batalha, e portanto por todo mundo que importa, e isso confirma ele como rei.

Será um bom reinado para as leoas, e portanto, para o reino inteiro.
Será um bom reinado para as leoas, e portanto, para o reino inteiro.

Botando as hienas de volta na periferia, logo volta a nascer grama no reino, a água volta e os animais que normalmente seriam devorados por leões voltam para se curvar à filha de Simba e de Nala.

Ah, e agora Timon e Pumba são membros da corte, porque nepotismo é super de boa na Pride Rock.

Fim

FIM!

Olha, dá para dizer que o filme de certa forma é meio que o anti-snowpiercer. No sentido de que não é que Mufasa seja realmente um péssimo rei, e sim que a visão que o Rei Leão passa sobre o que é ser um bom rei, é péssima. Ser um bom rei é reinar pelos leões, e acreditar que enquanto os leões estiverem bem, o equilíbrio vai chegar sozinho pelo resto na natureza.

E literalmente o que legitimava o Mufasa como rei e o que legitimou Simba era o fato de que aquele punhado de leoas os apoiava, mas a população de hienas era no mínimo dez vezes maior e não apoiava. Isso sem contar nos antílopes e nos animais que eram diretamente caçados pelos leões. Será que eles estavam felizes com Mufasa como rei?

Para Mufasa, ser rei é fazer o ciclo da vida ser obedecido. O ciclo da vida é a cadeia alimentar, e a cadeia alimentar coloca o leão no topo absoluto. Então para Mufasa, ser rei é manter o leão no topo absoluto.

Exemplo de um reino na savana obtendo sucesso.
Exemplo de um reino na savana obtendo sucesso.

Mufasa era rei por direito divino, o cosmos é formado pelos espíritos ancestrais dele e o céu se abre pro sol iluminar o príncipe quando este nasce. E o direito divino determinou a ordem natural das coisas onde os leões são o topo e as hienas o lixo, e é papel do rei garantir que isso não mude.

E para ele isso era tão natural, que o ódio e rancor que Scar sentia dele por não estar incluído o pegou completamente de surpresa. A cara dele ao ver que será morto pelo rancor e inveja de Scar é impagável.

Só agora caiu a ficha do quão odiado ele era por Scar.
Só agora caiu a ficha do quão odiado ele era por Scar.

Nada estranho considerando o histórico conservador e escroto que a Disney tem e manteve por muito tempo.

Apesar disso, ainda consigo achar um dos melhores filmes do estúdio por uma boa margem. O coming of age do amadurecimento de Simba e sua necessidade de assumir sua responsabilidade é excelente. Os momentos de comedia são hilários e os de drama são poderosos.

Ver o Mufasa no céu falando com Simba me arrepia até hoje.

De resto, acho curioso como é relevante para a continuação The Lion King II – Simba’s Pride, que tinha esse grupo de leoas que apoiou o reino de Scar o tempo todo. E vendo o filme é óbvio que nenhuma leoa apoiava Scar. Tipo, absolutamente nenhuma.

Não, sério, onde estavam essas leoas para defender o Scar na batalha final?
Não, sério, onde estavam essas leoas para defender o Scar na batalha final?

Acho fácil o maior furo em uma sequencia Disney.

Termino dando minha opinião numa coisa. Por mim o que tinha que rolar, era o Simba continuar morando com Timon e Pumba feito um hippie e o reino ter virado uma democracia. De preferência elegendo um não-leão, para gerar um governante com mais perspectiva das coisas.

30 thoughts on “The Lion King: Mas que tipo de rei era Mufasa afinal?

  1. Cara… Eu não sei por onde começar, mas primeiro respiro aliviado por não ter acabado com minha infância. 😀
    Como tudo no mundo, podemos ver de várias perspectivas, como nos ensinou Einstein: “Ainda que os detalhes sejam importantes, é somente quando você recua que a imagem inteira se revela”. E com isso eu diria que você foi um pessimista de marca maior, e que tentando defender os fracos e oprimidos, também defendeu que eles continuem ignorantes e que isso é normal.

    O ponto que me chamou atenção para ler o texto foi o da falta de água e comida à partir do momento que Scar toma o reino e as hienas acabam com tudo, porque não tinha pra todo mundo. Hoje no mundo 1 bilhão e meio de pessoas vive na miséria, passando fome e sem o mínimo de condições de sobrevivência. E sabemos que a produção de alimentos é mais que o suficiente para alimentar todas essas pessoas, mas que por questões políticas e econômicas elas não tem acesso à essas condições mínimas. Imagine que uma pessoa tome o poder de todos os países hoje e libere geral! Todas as pessoas famintas podem comer e beber à vontade, todos são livres! UHUL!!
    O povo vai comer, vai beber, vai calçar, vai usar tudo o que tem e não tem direito. Vai ser suficiente por algum tempo, depois a água vai faltar, comida vai acabar, e tudo vai ficar escasso. Porque essas pessoas não produzem e não contribuem para que o “Ciclo da Vida” continue. E o Rei do Mundo, que tomou o poder, não fez nada para que esse ciclo da vida continuasse vivo! (É o caso de São Paulo no governo Alckmin, citando só um exemplo).

    Então, não meu caro, Mufasa não era um canalha enviado pelos deuses para governar pelos leões e salvar só a realeza. Enquanto ele governou, os outros animais também viviam, e além de ser comida de leão, eram também os animais que cagavam pelo reino todo fertilizando a terra onde nascia a grama, as árvores e os outros animais como pássaros viveriam, essas árvores e vegetação protegeriam os rios e as nascentes, continuando o VERDADEIRO Ciclo da Vida.

    Agora por favor, deixe de ser um chato boca suja e acredite, uma democracia no reino seria o Zazu, arrogante e cheio de si, governando sobre as leoas, cobrando tributos das Hienas e fazendo o Scar de tesoureiro! Imagina só, se não seria uma “Africa de todos”?
    Acorda!

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    1. E ai?

      Então, tudo o que você disse é verdade sim. O Mufasa manteve a natureza e o reino estáveis para todos os serem vivos mantendo o ciclo da vida, e o Scar quebrou o ciclo da vida. E por isso Mufasa era lembrado como um bom rei e Scar como um mau rei.

      Meu ponto era justamente sobre a maneira como isso foi mostrado. No filme o Mufasa foi muito bom pro reino, mas ao mostrar que o preço dessa estabilidade é garantir que uma espécie seja eternamente excluída da dinâmica do reino, pois sua inclusão seria impossível, o filme acaba passando uma mensagem que eu considero errada de quais são as ações que marcaram o reinado de Mufasa como bom e Scar como mal. Mas que as consequências marcavam que Mufasa estava certo, o filme deixa claro. Só que quando o filme toma o lado do Mufasa eu acho que o filme fica menos certo, nesse ponto de vista.

      O que não desmerece todos os outros pontos de vista. Até porque não é um filme que costuma ser visto pelo prisma politico.

      Agora eu só não chamaria isso de pessimismo, talvez de cinismo.

      Maneirarei nos palavrões no futuro, pode deixar.

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      1. Cara, tambem achei que voce exagerou no post inteiro! hahahahah
        Voce pareceu muito revoltado com o fato de que leoes comem antilopes, sao extremamente competitivos com outros machos (a ponto do lider comer mais e ser mais gordo e forte que os outros leoes pra proteger a ‘familia’) e também por nao conviverem com as hienas da mesma forma que convivem com outros animais.
        Sinto te decepcionar mas isso acontece com todo “rei leao” do nosso planeta e tudo que a disney fez foi criar uma historinha em cima desses fatos basicos :p

        Tirando isso, a justificativa do sr acima tambem é extremamente plausivel. Manter o balanço na natureza é realmente caracteristica de um grande rei.

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      2. Não acho que mostre assim. Até porque no segundo filme o Simba da a oportunidade para as leoas que estão exiladas de voltar, mas elas não querem viver em paz, elas querem o poder, querem a liberdade de não ter nenhuma responsabilidade com o reino.
        No primeiro filme não há essa oportunidade, mas as hienas deixam claro que o que elas querem é comer e não ligam para o ciclo da vida, contanto que suas barrigas estejam cheias e elas possam se divertir no meio tempo.
        Por essa razão elas não se encaixam e não porque são excluídas e não por não serem compatíveis ou de uma raça menosprezada. Parece a mesma coisa, não é? Mas não é, não!

        É a mesma coisa que você querer alimentar um mendigo, você o convida para sua casa, dá comida, água e um quarto para dormir. E ao invés de ele usar essa oportunidade para sair da rua, e começar a buscar um objetivo, ele continua não tomando banho, come sua comida, acaba com sua casa e fica o dia inteiro coçando. O que você faz? Aceita ele dentro da sua casa porque ele é um rejeitado da sociedade que nunca teve oportunidade, ou o expulsa porque você deu uma oportunidade, ofereceu auxílio e mesmo assim ele não quis mudar?

        É um exemplo extremo e esdruxulo, mas acredito que dê pra entender bem.
        É complicado fazer esse paradoxo, mas o filme também deixa isso claro, com a personalidade das hienas, que era lideradas pelo inteligente, mas acomodado Scar, que não fez nada para prosperar, e só queria a coroa, não as responsabilidades de ser rei.

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      3. Em resposta ao Allan,
        Mufasa apenas ensinava ao Simba e ao público do cinema o que lhe era conveniente. Não aparentou ter a mesma intenção em educar os seus súditos ou dialogar com seus rivais. Sempre se impunha na força bruta. Lembrando ser Zazu quem mediava as relações entre o rei e outros animais (lembre da toupeira no início).
        Politicamente Mufasa foi responsável pelo golpe de Estado que o abdicou, na medida em que tratou a todos desigualmente. Além dos prováveis incestos e claro nepotismo com as leoas (machismo daqueles), ele marginalizou as hienas e Scar.

        O governo de Scar foi preguiçoso, porque jamais havia sido educado para ser um rei ou alguém moral . Sempre fora tratado como um parasita, por isso se comportou como tal, inclusive quase a matar o seu “hospedeiro” (o ciclo). Aproveitou-se de toda e qualquer circunstância para se vingar e esse foi seu erro trágico: um comportamento recorrente que, no final, deu errado.

        Simba também teve sua formação interrompida. Mal começara sua educação antes de virar orfão. Portanto, quem logicamente assumiu o governo extra-oficialmente na retomada foi Zazu, indicando-lhe como governar e recuperar o prestígio do reino.
        Ou seja, esse pássaro é um tremendo traíra das outras espécies. Deveria ter migrado como resmungou antes de chegarem ao cemitério de elefantes na música “O que eu quero mais é ser rei”.

        O caminho mesmo era abrir uma democracia por mais nefastas que fossem suas consequências iniciais e deixar o regime amadurecer, ao invés de perpetuar um sistema injusto e hipócrita como bem colocado foi pelo autor da crítica.
        A revolta deveria ter partido dos herbívoros para ter funcionado ou, no mínimo, agregar legitimidade.

        O reinado de Mufasa lembra a relação dos latifundiários com os sem-terra. Bem nesse nível.

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      4. como maneirar no palavrão? faz isso não!
        Os palavrões são o melhor do textocinismo. Se rende a essas hipocrisias não, meu lindo! Luto pela liberdade de comermos as hienas, das hienas nos comerem, de falarmos o que quisermos e, apesar de não gostar, de que nunca falte coxinha. Para nada!
        Gostei da visão. Concordo com poucas coisas, mas gostei da criatividade e do grito!

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  2. Na moral, acho que você viajou com este texto mas eu ri com a parte do Simba transando com a Nala do tipo, “é.. Acho que rolou um incesto aí”. Mas tenho que fazer uma lista porque acho que rolou um equívoco em vários pontos:

    1) Scar e o lance do rato era uma referência ao jogo de poder e a óbvia desigualdade de forças e a caverna é o lugar que ele escolheu para se isolar da família, já que acha uma merda o fato do sobrinho recém nascido tomar o lugar dele na sucessão do trono.

    2) Ele é mais magro, mas como você mesmo apontou, foi uma questão do Mufasa ter herdado o cérebro enquanto o Simba é puro músculos. Até cria uma mensagem da Disney: nem sempre força bruta ganha da inteligência, mas a justiça prevalece no final.

    3) O lance do ciclo da vida ser injusta? Ce sabe que a superpopulação é problemática também, certo? Se tiver muitos antílopes vão acabar com o alimento e os leões tão aí para o controle. Injusto não é, e quando Simba não mostra muita animação em caçar animais apenas aponta uma lei da natureza: caçar é cruel, mas necessário.

    4) Sei que você não gosta da ideia de monarquia e de uma família mandar em base da genética, mas a Disney é a Disney e é entupida de contos baseado em reis, rainhas e princesas, mas pelo menos em Rei Leão a coisa é meio romantizada e os leões cumprem seu papel de cadeia alimentar.

    5) A exclusão social das hienas já entra em outra mensagem: não há comida para as duas espécies e predação excessiva também é ruim para a cadeia alimentar. O porquê delas viverem no cemitério dos elefantes? Aí já acho que é um furo do filme não explicar a fonte de comida das hienas, mas é uma relação com a real savana africana de que sempre vai ter predador passando fome. E todos sabem que na vida real as hienas lucram o vários almoços roubando dos outros predadores.

    6) Não tinha os outros animais no funeral do Simba, mas tem duas razões não explicitas: uma é que o funeral foi algo para íntimos, um evento só de família. E dois que, com ausência de Simba para manter o equilíbrio, os animais fugiram. (provavelmente prevendo que as hienas fariam a festa agora que o poder está instável?)

    7) Você pode falar o que quiser do Scar com as hienas, mas eles NÃO estavam em pé de igualdade. Fica bem óbvia a hierarquia Scar > hienas, mas elas o seguiam porque sabiam que ele poderia liderar um ataque já que as hienas tem a força bruta e ele a inteligência para comandar e tomar o reino para elas.

    Eu não escrevi tudo porque só queria apontar os pontos principais, mas é meio equivocada as críticas no enredo. E maneire nos palavrões. Chama um cara de filho da puta pode ser engraçado ou normal, mas usando assim toda hora faz parecer que você está revoltado a toa.

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    1. Muitos pontos, vou responder um por um, pode ser?

      1 e 2) Interpretações válidas. O filme não explora esses dois pontos nem dá uma justificativa oficial, eu tirei minha interpretação, mas a sua é tão válida quanto. Admito que nem cogitei o Scar voluntariamente morar na caverna, é perfeitamente possível. Mas ainda acho que ele chamar um rato tão insuficiente para ele de “meu almoço” não deve ser porque ele tinha muita opção melhor.

      3) A lei da natureza é justa quando é sob a perspectiva da lei da natureza. Mas ela ao mesmo tempo que é necessária é cruel e justamente desumana. Por isso o homem deixou de viver pela lei da selva. Quando o filme retrata a lei da natureza do mais forte comendo o fraco e o equilíbrio se fazendo disso, como se fosse algo político, deixa um gosto ruim na boca. Isso principalmente pelo fato dos animais serem inteligentes e não agirem instintivamente o filme inteiro. Tanto que a cena dos Gnus pisoteando Mufasa me intriga justamente pois me parecem os únicos animais não-inteligentes do filme.

      4) Não tenho um problema tão grande com monarquia nos filmes. Mas admito que filmes que trabalham a tese de “o herdeiro legitimo ao trono assumiu, então ele será um rei melhor que o ursupador.” me incomodam sim. Geralmente a Disney usa monarquia só como plano de fundo, com princesas que não governam, nesse eles elaboraram mais a noção de ser rei.

      5) O mesmo que eu falei no 3, se eles não fossem tão não-animalescos em todos os modos de agir e pensar, não deixaria um gosto tão ruim na boca, o fato da lei da pirâmide alimentar ser tratada como algo intencional da parte dos animais e de viés político para gerar o bem comum. Sobre a comida, eu realmente sempre entendi desde criança que o Scar dava comida para as hienas. Quando ele dá a perna de zebra pra elas, fica entendido que não era a primeira vez que ele fazia isso.

      6) Te dou a razão, é possível que tenha sido isso mesmo. O filme é vago o suficiente para ter várias interpretações de porque o funeral estava tão vazio.

      7) Não mesmo. Concordo plenamente. As hienas comentam no começo que o Scar era “um de nós”, mas o Scar nunca se posicionou como igual, ele deixava claro que tinha hierarquia entre eles e que elas dependiam dele. Também é claro que ele nunca quis realmente ajudar as hienas a melhorar de vida, ele usou a insatisfação delas para transformá-las em um exercito para ele conseguir seus objetivos, mas ele jamais se importou com elas.

      Não foi a intenção soar revoltado, vou maneirar sim nos palavrões, e apesar das críticas, só queria explicar que elas eram mais a ideias passadas pelo filme, do que ao enredo. O enredo é ótimo, sem furos, muito bem narrado. Talvez não tenha parecido, mas eu adoro o filme.

      Espero ter conseguido me explicar melhor.

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  3. cara, eu não ia comentar, mas li os comentários e vi que você ouve a galera com atenção e respeito.

    Achei sua ideia boa. É interessante dar essa desconstruída, especialmente agora que o filme já é “antigo” o bastante. As críticas que o povo fez em geral são pertinentes, mas pontuais. Já que você gosta do filme, e se deseja realmente pensar sua dimensão política-ideológica-social-etc, possa ser interessante aprofundar seu estudo.

    Sendo mais claro: Você levanta vários temas que são verticais no filme (a representação da monarquia, ética familiar e governamental, representações de gênero, representações e justificativas da desigualdade racial, entre outros), apresenta problemas que são dificílimos de responder sem olhar com mais atenção, sem cruzar algumas cenas e sem ler as entrelinhas (tanto que você teve que acatar algumas das críticas). Se já tivesse feito isso, por exemplo, sua descrição da cena do funeral poderia ter a forma “Se a causa do esvaziamento do funeral de Mufasa fosse A, então isso poderia significar A’; se por um outro lado….”. Eu estou sendo claro? Você certamente não teria uma teoria definitiva sobre o filme, mas com certeza teria muito mais a dizer sobre, até para preferir sua teoria com mais convicção; ou então perceber que discorda completamente das suas hipóteses iniciais.

    Por fim, eu sei que ninguém pediu minha opinião mesmo, mas fazer esta pesquisa sobre um filme dá trabalho, mas é legal. Depois você ainda poderia procurar quem escreveu o que sobre o filme e ver se suas hipóteses já existem ou não por aí. Eu falei isso tudo mesmo porque percebi que você gosta do filme, não estou também dando receita, não. No mais a leitura foi agradável.

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    1. Opa, tudo bom?

      Então, eu confesso que a primeira vez que pensei no assunto, foi vendo um vídeo da crítica-de-internet Lindsay Ellis (também conhecida pelo apelido Nostalgia Chick), apontando o fato de que Rei Leão gerava paralelos infelizes quando alguém notava que as hienas eram dubladas em sua maioria por atores negros. Eu deixei esse detalhe de lado no meu texto, pois o dublador do Mufasa também é negro, mas isso chamou minha atenção para rever o filme de um ponto de vista mais social. Mas vi esse vídeo faz anos, não lembro do quanto ela aprofundava os paralelos entre hienas e negros na sociedade.

      Outro vídeo do qual me lembro abordar o assunto, é um vídeo de humor, do Cracked, em que eles pegavam quatro vilões da Disney e tentavam explicar porque eles eram heróis injustiçados e o Scar era um deles. Não concordo muito com o vídeo, pois acho o Scar realmente vilanesco, mas me fez pensar em outro prismas algumas das ações dele.

      Geralmente não chego a pesquisar imediatamente antes de começar a escrever, mas quase todo texto do blog é sobre filmes que eu gosto muito, e todo filme que eu gosto muito, eu vou atrás de analises e textos e videos dos outros na internet logo após ver o filme. Me incentiva a pensar melhor o filme e chama minha atenção para pontos que eu poderia não notar.

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  4. Gostei bastante da interpretação sobre este grande filme, é muito bacana aprender a olhar pra estes clássicos com outros olhos, mas gostaria de fazer uma pequena contribuição e uma pequena crítica.

    1 – O Rei Leão é fortemente baseado em Hamlet, conhecida obra do Shakespeare. Isso não muda em nada a sua análise, mas achei que seria uma informação interessante, pois o próprio Hamlet poderia ser encarado como uma crítica ao sistema monárquico, mas essa leitura foi completamente abandonada no filme da Disney.

    2 – Eu entendi seu texto, mas achei que você não conseguiu se expressar direito em algumas partes. Você começa dizendo que Mufasa era um rei ruim, enquanto na verdade sua crítica é à visão a respeito de o que seria um “bom rei” passada no filme. Mufasa era sim um bom rei dentro do contexto pois, novamente, o conservadorismo da Disney apagou qualquer resquício de crítica social que o filme poderia ter.

    No mais, tenho curtido muito os seus textos. Continue fazendo esse excelente trabalho. =)

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  5. Antes de mais nada, gostaria de dizer que seu texto está na medida certa entre a critica e a irreverencia, excelente. O pessoal comentou que você usou muitos palavrões, pessoalmente não chegou a incomodar e nem passou a impressão de revolta durante a leitura, claro, só minha opinião sobre os xingamentos bem colocados que apenas me fizeram rir.

    Quanto a outra reclamação, que é uma historia sobre animais selvagens e que eles foram bem retratados de acordo com seu comportamento natural, novamente entendo mas penso diferente, porque aqueles personagens todos são antropomorfizados demais pra querer que a gente pense que suas atitudes são aceitáveis dentro daquele contexto.

    Não sei se era bem essa a ideia que você queria passar mas, o comportamento deles a maior parte do tempo é humano demais pra julgar eles apenas como animais. Ainda se for pensar que é só “um desenho feito pra criança”, já tinha gente fazendo exatamente a mesma coisa mas com uma mensagem bem diferente por trás muito antes do Rei Leão ser produzido, então acredito que é valido sim querer julgar ele por esse aspecto também!

    A mensagem. Faz muito tempo que assisti e me lembro vagamente, inclusive a época minha capacidade de discernimento era bem rasa, mesmo assim da maneira como foi descrito e puxando de memoria acho que consigo traçar um panorama geral pra discorrer sobre o filme. E sobre o que eu acho que ele transmite direta ou indiretamente.

    Digo isso porque, como acontece com a animação japonesa que é bastante machista, esse desenho não foi feito pensadamente pra ser conservador. Mas ele o é, e bem mais do que a mensagem por trás da obra é a simples manifestação da cultura intrínseca daquele povo. A historia não foi feita pra ser folhetinesca, pra fazer propaganda do que é certo e do que é errado. O que acontece é que se um artista não tomar cuidado ele acaba retroalimentando todos os preconceitos previamente arraigados na sociedade através de sua obra sem sequer se dar conta disso.

    Se for pensar racionalmente em como a película retrata o que seria um bom rei leão, seria algo como: “homem branco de família tradicional formado nas melhores instituições de ensino, bem sucedido em carreira empresarial e um bom cristão com esposa e filhos exemplares”.

    Ou seja, o estereotipo ideal do Presidente dos Estados Unidos da America perfeito, em quem o tipico americano de classe media deveria votar. E se uma mulher de origem hispânica, com cor de pele e sotaque um pouco diferentes (e qualquer outra minoria ou etnia que não a classe dominante) se candidatar prometendo igualdade, ela deve ser combatida porque ao se tentar mudar a tradição criada por Deus o único resultado possível é a destruição e perversão de todos os valores da família.

    E ainda pior do que evidenciar o desenvolvimento desses valores deturpados ao longo do conflito entre Mufasa x Scar e depois durante a ascensão de Simba, é perceber que em nenhum momento é apresentado a possibilidade de encontrar uma forma de equilibro sustentável para todos. A única solução é o extermínio de uma das partes e a soberania absoluta da outra.

    Como eu disse, não acredito que tudo isso foi representado no filme de proposito, apenas que foi transportado pra dentro daquele mundo em reflexo a realidade vivida por aquelas pessoas que criaram aquela historia. No entanto ter todo esse subcontexto acontecendo nas entrelinhas reforçando o status quo dessa cultura retrógrada em uma obra voltada para crianças…

    Sei lá cara, sem querer parecer chato ou paranoico, mas esse me parece um motivo justo de critica. Especialmente porque não fornece ao expectador um ponto de reflexão, apenas aliena como se estivesse constatando um fato tão natural, e não se fala mais nisso.

    O Rei Leão, Aladdin e Bambi figuram entre meus filmes favoritos da Disney (ainda que não tenha mantido o abito de acompanhar o estúdio não é como se eu odiasse ele) e não seria um “pequeno deslize” como esse que me faria deixar de gostar de qualquer um deles, mas de vez em quando dar uma olhada por um viés diferente é legal também.

    Só fazendo mais alguns pequenos adendos. Se não me engano, em Bambi o pai da gazela e posteriormente ele próprio quando cresce tem um papel fundamental dentro daquele meio ambiente, não diria que chega a ter um conceito de “rei da floresta”, mas pelo que me lembro essa ideia acaba sendo melhor tratada nessa película, que ainda é mais antiga do que o outra.

    Outro ponto interessante e relevante pra discussão, ou talvez não, é o quadrinho do Kimba de Osamu Tezuka. Não trago atona no intuito de ficar de mimi porque foi feito primeiro, mas sim porque mostra um ponto de vista diferente acerca da premissa de um filhote em jornada como o futuro rei da selva. Quem gosta desse desenho clássico devia dar uma chance pra esse clássico dos mangás, só tem a acrescentar (e vise e versa também, se é que tem alguém nessa situação). No final das contas, acho que dava pra ter feito o filme sem todo esse “peso” extra, teria ficado até melhor, mas! Tudo bem, até porque não é algo que chega a comprometer a experiencia de assistir essa animação incrível.

    Por ultimo, ainda vou citar Doubutsu no Kuni de Makoto Raiku, que apesar de muito diferente ainda da pra traçar um paralelo entre as duas historias. No quadrinho do mesmo autor de Konjiki no Gash!! existe um mundo abitado apenas por animais, todos tão inteligentes quanto o homem mas incapazes de entender a linguagem das especies diferentes da sua, então aparece um bebe humano e conforme ele cresce desenvolve a capacidade de entender todos os bichos, a partir dai ele começa a buscar um meio de criar uma sociedade civilizada entre todos os animais.

    Infelizmente a historia acaba virando uma viagem de LSD… mas, valido comentar porque esbara no problema que qualquer obra que tenta retratar os animais com a mesma capacidade de discernimento que nós tem. Por mais que exista um circulo natural, e que a lei do mais forte sirva pra preserva o equilíbrio entre todos os ecossistemas, essa logica deixa de funcionar quando de sentimentos envolvidos. A presa nunca vai se deixar ser casada, e pior ainda nem o predador teria coragem te se alimentar de um igual, não atoa o ser humano se “retirou da natureza”.

    Enfim, acho que acabei divaguei um pouco (muito), mas grato a quem teve a paciência de continuar lendo. Obrigado ao autor do texto, continue se esforçando. bye bye

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  6. Bom, agradeço por não ter acabado com a minha infância! rsrs E eu só queria saber de onde você tirou que Simba e Nala estavam fazendo sexo naquela parte do filme somente pq um estava em cima do outro?(no caso Simba em cima de Nala)! Uma coisa muito certa que você disse foi onde estava Zira no primeiro filme ou as outras exiladas! E onde estava Nuka no primeiro filme?

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    1. Foi aliviante pra mim saber que aquela era uma cena de “sexo real”. Eu achava, até aqui, que minha mente era imunda por achar que aquilo era uma cópula (tô evitando falar trepada porque a galera aqui não gosta de sacanagem). Imaginem eu, com 12 anos, assistindo o Rei Leão no cinema e pensando “se fossem humanos a Nala tava pagando peitinho essa hora!!!” ( :

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  7. Olá!

    Gostaria de manifestar que sua reflexão é forçada para uma comparação que não existe. Você está comparando o Reino Animal com um humano a todo momento em suas críticas. Isso não funciona… a dinâmica e a lógica é outra.

    A arte é feita para você absorver da sua maneira e não de uma firmã geral como vice fez.
    Por exemplo:

    O que você sente ou pensa quando olha para o quadro da Monalisa? Ou uma escultora do Alejadinho? Tenha certeza que… não foi isso que o artista quis lhe dizer. Porque as motivações é uma, mas os motivados infinitos. Cada um vai ver do seu modo.

    Quero dizer que, se sua visão do filme foi essa, sinto muito por você. Mas pra mim, um dos melhoras do estúdio. Ensina muita coisa boa. Só um exemplo de como eu enxergo…

    Vejo um garoto que quer explorar e conhecer o mundo e que por inveja e ganância de outros se perdeu de tudo o que tinha. Mas a vida acaba te chamando de volta e você pode escolher em enfrentar os desafios ou ficar em sua zona de conforto. Pode dar certo ou errado. Você saberá se enfrentar.

    É isso, cada um tira da arte o que consegue ver.
    Abra mais seus olhos amigo.

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    1. Na verdade, obras de ficção procuram sempre estabelecer um paralelo com a cultura humana, mesmo as que se utilizam do Reino Animal. Caso contrário, não seria necessário entrar no gênero de ficção, mas fazer um documentário sobre o assunto.

      Concordo sobre a fidelidade com que o filme retrata as relações de poder ENTRE os leões. No entanto, a tirania vil com que tratam seus concorrentes e presas é subvertida na narrativa do “Rei Leão”. E isso é uma opinião política, passível de críticas.

      Toda arte precisa de um contexto para ser avaliada e estudada. Para um completo leigo, obras renascentistas podem ser bonitas, mas não expressar nada muito significativo, enquanto obras de vanguardas seriam simplistas, porque até ele ” seria capaz de produzi-las”.

      Necessitada de um contexto, cada arte já nasce com um discurso político – até sua negação é uma expressão de opinião política. Dessa forma, todo artista é responsável pela intenção inicial de uma obra, dado sob o exato contexto em que ela deve passar uma mensagem ou um significado.

      Deixar toda interpretação a cargo do público pode ser uma inovação artística, a depender de como a obra é realizada para o uso desta ferramenta de intenção. Entretanto, trata-se, geralmente, de mero artesanato, pois esse criador não procura distinguir seu trabalho de outras obras e expressões por meio de uma nova ou adaptada intenção.

      Lembro também que cinema não é puramente arte, mas também comunicação. Especialmente quando tratamos do circuito comercial em que Hollywood e a Disney estão inseridos. O comunicador JAMAIS deve deixar a mensagem totalmente a cargo do público estabelecer: é preciso unidade e consistência.

      O relativismo de compreensão que vc estabelece nubla qualquer análise objetiva que possamos traçar sobre o conteúdo de um filme. Um filme pode abrir margem a interpretações diversas, mas devem ser limitadas pelos seus criadores sob o risco de um produto confuso, disperso e indigesto.

      Sua visão sobre o “Rei Leão” é otimista e abrange a Jornada do Herói (ver Campbell e Vogler), mas não atinge a conjuntura social daquele universo como a crítica dessa página e muitos comentaristas o fazem…
      Apesar do uso recorrente das palavras como “escroto”, ” pau no cu” e “brother” que tornam a análise deveras maniqueísta, portanto enviesada.

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  8. Estranho você não ter entendido a forma irracional como os antílopes se comportaram (no momento da morte do Mufasa). Porque se os antílopes representam o povo, então isto foi muito bem representado.
    Pois o povo é uma massa, muito grande e poderosa, porém completamente irracional. Por isso, é tão propensa a ser influenciada por agitadores sociais(representados pelas hienas) quando isso acontece, é capaz de destruir tudo e todos, inclusive o próprio povo.
    Os leões são ruins porque comem antílopes, mas as hienas comem o quê? Os leões fazem isso de forma ordenada e racional, sim racional, pois o equilíbrio da natureza é algo preciso, que pode parecer cruel, mas é única forma de todos viverem no mesmo ecossistema, de forma sustentável. Mas daí quando você substitui estes poucos leões por incontáveis hienas, que acreditam que todas elas tem o direito à fartura, consumindo muito mais do que são capazes de “produzir”, em algum momento isso vai fazer com que este ecossistema entre em colapso.
    Tem certeza de que o homem em algum momento deixou de viver sob a lei da natureza? O homem apenas se adaptou a uma nova realidade, pois o equilíbrio na sociedade humana é tão importante quanto na savana. Cada animal tem a sua importância, assim como seu lugar nessa sociedade, isso é definido por suas capacidades, não por uma “justiça social” ou “cotas”, por isso há equilíbrio, por isso é possível que sobrevivam de forma sustentável.

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    1. Identico aos protestos dos R$3,20 rs. O povo estava protestando contra o aumento da passagem e sem eles perceberem, esse protesto virou protesto a favor do impeachment.
      Concordo com o que vc disse sobre o equilibrio, mas eu acho que o autor nao quis dizer isso do ponto de vista economico, como muuuuuuuuuita gente que comentou interpretou (mt gente que eu acho que é fã de carteirinha do filme e nao aceita nenhuma critica, e que nao é mt assidua do blog por achar que os palavrões que ele SEMPRE escreve aqui foram motivados por alguma revolta, mas enfim…. rs) e sim do ponto de vista social e politico. Porque eles segregam inteiramente as hienas, elas nao tem direito algum a absolutamente nada, e o rei em determinado momento sai da jurisdição dele, ameaça as hienas no território delas e sai tudo por isso mesmo. Entende? O ponto de vista que ele defende não é o econômico, sobre produzir, gerar riquezas (qualquer que seja o conceito de riquezas no contexto do filme) e sim puramente social, considerando as hienas, e politico, considerando todos os outros animais que nutrem profundo respeito por esse sistema que “sacrifica” em nome do bem estar dos leões. Porque vamos combinar, um leão mata trocentos antilopes a vida toda , aí ele morre, vira um restinho de grama que nao conseguiria alimentar nem meia zebra. E ninguém questiona isso, é um paralelo a monarquia mesmo. Bom, essa foi minha interpretação da crítica rs

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  9. Cara tudo que vc falou pode ter sentido mas rei Leão n é o único filme além de ter vários livros explicando várias coisas do filme
    A cena da morte de mufasa não foi a única vez que scar tentou mata-lo scar quase foi banido das terras do Reino pelo próprio pai se não fosse por mufasa a raiva que scar sente e ilógica pois mufasa defendeu eles várias vezes
    As hienas em sua maioria vive de forma carniceira (tipo um urubu ) ou se alimentado de filhotes pois elas preferem presas mais fracas e sem defesa por isso elas não estão no Reino além de anteriormente eles terem sido banidas por outras razões
    OUtra coisa errada Nala e Simba não sao os únicos filhotes existem sim outros filhotes Zazu prever que eles serão um casal pois são amigos
    No filme não mostra porém há sim outros leões so que scar os expulsou da pedra do Reino
    Bom o fato dos Reis virarem estrelas é explicando no livro a estrela mais brilhante onde os grandes governanantes que fizeram o melhor para o povo viram estrelas por isso scar não se torna uma…
    O povo não vai as ruas são so hienas… e scar não gosta de velas bem se gostasse pq ele levou so um “pernil” pra tres hienas dividerem ele gosta mesmo é de velas brigarem
    Mufasa espera que scar salve ele pq mufasa salvou scar várias vezes e pensou que o próprio irmão ia fazer o mesmo por ele
    Os gnus saem correndo instintivamente pq mesmo eles sendo animais “civilizados” eles permanecem com seu instinto assim como nos humanos
    A morte de mufasa foi declarada no meio da noite não teria como os animais irem além de não ser o funeral so o anúncio de sua morte então provavelmente no dia seguinte eles iriam ou tlvz fosse o término do funeral quando todos os animais vão embora ficam so os familiares além do mais não faz sentido os animais pensarem que não tem mais uma repressão até pq são as leoas que caçam…. Então não precisaria necessariamente vir do leão a repressão
    Os leões não gostam da ideia pois seria a mesma coisa de soltar vários criminosos nas ruas…
    A comida acaba pq as hienas não sabem maneirar e tbm caçam por diversão a falta de água pode ser explicada com base no livro a estrela mais brilhante onde o Reino passa por isso as secas são comuns na savana por isso quando há uma seca deve haver certo racionamento de água e com as hienas sem nenhuma noção obviamente não respeitaram e tbm ou não deixavam outro animal beber ou matava quando chegava perto
    Fora que tem uma lei que quando ha uma seca nenhum predador pode comer nenhuma presa o que foi obviamente desrespeitado por scar
    Uma cena cortada não que dizer que faz parte do filme
    A respeito das estrelas novamente podemos considerar isso quase que como uma religião acredita quem quer
    Simba não joga scar do penhasco ele dá a chance de ele ir embora
    As hienas não voltam pra “periféria” elas sofrem uma especie de anistia e podem voltar a viver com os outros animais se respeitarem as leis
    Na vdd foi quase uma democracia os leões terem se tornado Reis isso é explicado novamente em a estrela mais brilhante (sério Leia essa livro é muito bom) onde os animais escolhem quem dever ser o rei
    Então olhando por esse lado me sinto feliz de vc não ter estragado minha infância e me sinto feliz por conhecer bastante de rei Leão

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  10. Preciso dizer que:
    1. Não considero (eu, Nathalia) o filme machista por ter reinado de machos, incesto e dominação de fêmeas. Na natureza é assim: leões “dominam” (será? a verdade é que sempre nos foi passado isso, mas existem relatos de leoas que expurgam machos do “poder” até vir outro pra proteger o território; vai que nos foi passado uma ideia errônea de sua natureza e que na verdade há coleguismo e não hierarquia? pensem nisso um pouquinho) o bando de leoas, que caçam, enquanto ele protege o território. Uma troca de favores pertinente. O leão cruza com todas, o leão que o domina mata seus filhotes e cruza com todas novamente. Esses filhotes crescerão e as fêmeas cruzarão com seus pais enquanto seus irmãos (veja só) procuram formar seu próprio bando. Por isso faz sentido o Simba ser exilado e voltar para dominar o reino. Ele saiu e poderia fazer seu próprio bando, mas decide voltar e desbancar o tio. Cruza com todas as fêmeas, inclusive sua mãe e sogra. Ciclo revigorado.
    Doentio? Talvez pra nós. Em várias culturas isso é mais que normal e para animais também. Já imaginaram se quem está do avesso somos nós pelo ego da inteligência e supremacia humana? Dá um bom livro! Não que eu concorde com essas coisas, não me entendam mal haha

    2. Não consigo ver as hienas de uma forma social. Tentei, mas não consigo. Primeiro porque a vida naquela época era um pouco diferente da atual e uma crítica dessas não seria contextual. Não faz sentido que esse fosse o objetivo. Não que ele não sirva agora (na verdade, seria interessante mostrar o filme com um outro lado sendo apresentado, mais atualizado).
    Digo isso porque, na natureza, as hienas vivem de restos, como ratos. São necrófilas. E, de fato, vivem isoladas em regiões da África, são agressivas e brutas, gritam o tempo todo e têm bandos numerosos. Como no filme.
    O fato de não serem “amigas” dos leões também faz sentido. Não por uma diferença social, mas sim porque na natureza, hienas são a única espécie (sim, a única) que de fato enfrenta o leão no sentido de roubar comida. Elas fogem dos leões (mesmo sendo mais fortes, por isso talvez tenham sido colocadas como estúpidas no filme), mas quando os leões estão comendo, elas arriscam um petisco furtado.

    3. Sobre a cena dos gnus, aqui vai minha teoria:
    Considerando essa inspiração na natureza dos animais, em seus instintos, para aplicar no filme, por favor, acompanhem meu raciocínio. Eles apresentam a disputa por um bando de leões entre machos (Mufasa, Scar e Simba), apresentam a situação trágica da natureza verídica das hienas (que vivem como urubus) e então o que acontece? As hienas fazem um estardalhaço e brincam de caçar gnus. Considerando esses pontos, é natural que o grupo de gnus tenha medo de um predador muito forte e com grande potencial e fuja. E quando um foge, todos fogem, porque são animais que funcionam quase com histeria coletiva (é sério). Mais ou menos como acontece em algumas experiências sociais.
    “Mas eles pisotearam o Mufasa”, não vejo assim. Vejo que estavam correndo, a porra dum corpo caiu e eles se assustaram mais e continuaram correndo. Mufasa morreu na queda, não dos gnus, inclusive. Quer dizer, biologicamente faz mais sentido pra mim que os órgãos dele tenham explodido, certo?

    4. Le leoas exiladas que apoiam Scar. Essas Leoas que apoiaram Scar veem de um passado lá da época do Mufasa, que já exilava leoas (sabe-se lá porquê, mas também pode acontecer na natureza, geralmente por disputa de território). A Zira foi uma delas, não lembro bem o motivo de ela ter sido exilada, mas ela odiava o Mufasa por isso e pelo que ele fez ao Scar, por consequência, odiava o Simba.
    Algumas também foram exiladas pelo Simba? Não lembro.
    O Nuka e a Vitani são filhos da Zira. Por isso não aparecem no primeiro filme. Cronologicamente falando, Nuka é só 4 meses mais velho que Kiara.
    Suponho que o Nuka seja primo do Simba, inclusive.
    Detalhes à parte, essa era a guerra. Elas não ~estavam~ lá na hora. Não lembro se teve alguma exilada junto das hienas…

    5. Sobre ser um desenho antropomorfizado (coleguinha ali), o que eu PENSO sobre essa questão é que usariam disso na medida que lhes convêm. Ou seja, os roteiristas decidem quando são mais inteligentes e quando são mais instintivos. Cobrar que fossem assim ou assado em tal circunstância acho que já é querer demais. Se a história fosse minha, eu os faria bem menos humanizados e obviamente o Ciclo da Vida seria bem menos complexo pra caber no contexto. Mas talvez eu não ficasse tão rica quanto a Disney está, né non?

    E, como a Clara disse, tem esse livro que é MARAVILHOSO de perfeito que explica todo o Universo de Rei Leão (que é uma fantasia muito antiga pra relacionarmos aos dias de hoje, apesar de vermos sim algumas semelhanças com o sistema atual). Ao fim, as hienas são perdoadas e tal e coisa. Happy End! Como em todo conto de fadas da Disney.
    Por isso o inimigo no II é a própria espécie.

    :3

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  11. Olá…

    Primeiramente, vou dizer que gostei muito da análise, foi bastante cuidadosa, detalhada e toca os principais pontos do filme. Foi particularmente inovador (para mim) a ideia de que Timão e Pumba representam a ideia de uma família não standard. Muito bem observado, se a ideia foi sua, maravilha, e se foi tirada de outro lugar, obrigado por compartilha-la.

    Uma de minhas maiores críticas ao filme também foi citada, o fato de Simba ter o “Direito” de governar. Está claro que ele não teve a formação necessária e que berço não devia ser critério ara avaliar suas qualificações como governante. É verdade que a caça desgovernada pode ter sido o maior motivo de desgraça no reino de Scar, mas sempre me pareceu que ele teve grande azar e houve um período de secas ao longo dos dois ou três anos de seu reinado (tempo que demora para um leão atingir a maturidade).

    Assim sendo, apesar das questionáveis lições sobre a sociedade, o filme é primoroso em suas lições pessoais, em particular, a ideia de que a vida em sociedade é repleta de responsabilidades e que, para viver em sociedade, não podemos fujir destas responsabilidades.

    Além disso o filme aborda a temática da morte de forma bastante sensível. Fisicamente a pessoa pode não estar mais entre nós, mas ela influenciou diversas pessoas em vida, deixando uma marca no mundo, e pode-se tirar conforto e ensinamentos desta marca, desta memória, assim como raiva e rancor. Esta lição é particularmente bem posta quando se considera a audiência infantil do filme.

    Críticas à parte, Scar é um dos poucos vilões da Disney que de fato alcança suas ambições. Juntando isso à sua sua memorável cena musical (be prepared) e à sua complexidade (Muitos vilões da disney são muito planos, até mesmo unidimensionais, suas motivações são obscuras e suas metas irrealistas. Scar no entanto possui metas bastante concretas, uma motivação bastante natural – Tenho certeza de que diversos irmãos mais novos ao longo da história a se sentiram injustiçados com o fato de o mais velho herdar tudo. E mesmo hoje em dia, temos diversas histórias de irmã(o)(s) que são/foram favorecidos pelos pais em detrimento de outro(a)(s) irmã(o)(s), causando inveja e discórdia entre as famílias), fazem de Scar o meu vilão disney favorito.

    Obs.: Sorry pelo comentário tardio, mas acabo de encontrar este blog e não pude deixar de ler este post e se tratando de um filme tão querido não resisti ao impulso de deixar minha opinião.

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    1. Obrigado pelos elogios e o filme é fantástico. Merece o impacto que teve em toda a indústria e até hoje está entre meus filmes Disney favoritos. Que bom que gostou do texto.

      E precisa se desculpar não, comentários tardios são bem vindos, ótimos de se receber e ler, dou as boas vindas ao blog, espero que goste.

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  12. Mais um comentário tardio aqui. Achei simplesmente sensacional essa crítica. Ao contrário de você, autor do blog, que critica as mensagens do filme mesmo gostando muito dele, eu não gosto de Rei Leão. Concordo com tudo que você disse e, para mim, O Rei Leão nunca me cativou e me exige um exercício muito intenso de suspensão da descrença, assim como a franquia Carros, da Pixar. Parabéns pela crítica.

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